”O esporte é meu combustível para a vida”, diz o jornalista que, entre reuniões de pauta e gravações, dedica parte da rotina à corrida. Natural do Pará, filho de pai mestre de Karatê, Kenzô sempre conviveu com o esporte (chegou à faixa roxa). Há 18 anos é jornalista — hoje âncora da CNN Brasil na cobertura política — e encontrou na corrida a cura para a saudade de casa e a solução para os desafios que enfrentou. Confira:
Como começou a sua relação com o esporte? Você sempre gostou ou descobriu essa paixão na vida adulta?
Sempre convivi com o esporte. Fiz karatê desde os 4 anos — meu pai é mestre —, depois Jiu-Jitsu (faixa azul) e um pouco de Muay Thai. A corrida entrou de vez quando fui morar em Brasília, há quase 13 anos: eu não conhecia ninguém para treinar artes marciais e precisava de uma atividade. Comecei a correr no Parque da Cidade, e isso foi meu combustível para suprir a ausência da família. Foi correndo que me encontrei ali.
De todos os esportes que pratica, qual o preferido? Por quê?
A pandemia me fez voltar a correr mais forte. Eu havia me lesionado preparando uma meia maratona e fiquei quase um ano sem correr; depois voltei devagar e fui me reencontrando. A corrida é a minha terapia: me faz bem, me faz meditar, me reencontrar comigo mesmo. Sempre que não estou muito bem, saio para correr, nem que seja 5 km. Ela me devolve a mim mesmo de forma mais centrada e reajusta minha respiração e minhas ideias.
Como você concilia a atividade física com a rotina de jornalista?
Esse é o grande desafio da vida adulta. Acordo todos os dias às seis e treino — corrida ou musculação — por cerca de uma hora a uma hora e meia, e volto renovado. Tomo café, curto meus dois filhos pequenos e leio os quatro principais jornais e sites, porque preciso chegar preparado para o trabalho, que começa às 11h30. Antes disso, já ligo para fontes da cobertura política. Fazer a atividade física caber nessa rotina é o desafio diário.
Qual o objetivo do Kenzô como atleta?
Meu desafio é fazer uma maratona — não sei quando conseguirei treinar para isso, mas ainda pretendo. Seria uma grande realização. Mas faço esporte principalmente por qualidade de vida, saúde e disposição.
Existe algo que pode te fazer parar ou dar um tempo da atividade física?
Acredito que o esporte é vida e saúde, e precisa estar presente ao longo de toda a minha vida — da forma que eu puder e me sentir mais confortável. Já ensino aos meus filhos a importância de praticar e de nunca parar. Assim como o cérebro não pode parar, o corpo também não. Quero levar isso para a vida inteira, enquanto eu tiver forças — e, se não tiver, vou buscar em algum lugar. Mas nunca parar!