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Darlan Souza

Por: Sabine Weiler Edição 5 - setembro 2021
Darlan Souza

Gaúcho de Gravataí, Darlan Souza mora em Osasco (SP) e tem uma assessoria esportiva voltada à performance, qualidade de vida e prevenção. Em 2017 foi eleito um dos 10 melhores personal trainers do Brasil pela WTTC. Autor de cinco livros, ele conversou com a Runners Brasil sobre como a corrida entrou na sua vida, a busca pelas Six World Marathon Majors e o livro que escreveu sobre a São Silvestre.

Você é maratonista, escritor e um dos melhores treinadores do Brasil. Como começou no esporte?

Vim de uma escola que praticava muitos esportes; eu me identificava com o futebol e comecei a correr para me condicionar. Depois entrei para a Educação Física, e foi aí que comecei a treinar de verdade e a corrida de rua se inseriu na minha vida. Posso resumir minha vida em antes e depois da Educação Física — hoje é praticamente movimento direto, com saúde, fitness e corrida de rua.

Em que momento descobriu a corrida de rua?

Eu fazia estágio em uma academia em Porto Alegre e corria para me condicionar. Até que o dono pediu ajuda num evento de corrida de rua. No dia, faltou um corredor e ele me perguntou: “Quanto você aguenta correr?”. Eram só 5 km. Corri, foi um desafio grande, mas a energia era muito legal — e ali despertou o bichinho da corrida.

Como foi seu encontro com a São Silvestre?

É a maior corrida de rua do Brasil. Comecei correndo provas de 5 e 10 km em Porto Alegre e formei um grupo com meus alunos. Em certo ponto, com cursos e eventos em São Paulo, pensei: por que não encaixar uma São Silvestre? Os alunos também queriam. Um treinador que quer passar o máximo ao aluno precisa mergulhar na prática. Corri a prova quatro vezes, entre 2015 e 2018.

Como surgiu a ideia do livro “O que você precisa saber para correr bem a São Silvestre”?

Surgiu num bate-papo com o treinador Fabiano Braun (co-autor). Percebi que as dúvidas dos alunos se repetiam — deslocamento, hospedagem, temperatura, altimetria —, questões que o regulamento não cobre. Então criamos um guia. O livro traz aspectos técnicos (muita gente se surpreende que os dois primeiros quilômetros são praticamente só descida) e ainda resgata a história da prova, com o nome e o ano de cada vencedor e vencedora desde 1925 até 2019.

Vocês também valorizaram os corredores amadores?

Sim! É muito bacana valorizar o amador, aquele que trabalha, tem filhos para criar, uma vida conturbada, mas encaixa um treino. Também convidamos o Ronaldo da Costa — recordista mundial de maratona em 1998 e campeão da São Silvestre — e o professor Wanderley de Oliveira, referência e comentarista da prova, que assina o prefácio.

Como começou sua jornada na literatura?

Sempre gostei de escrever. Em 2015, ganhei um concurso de poemas no ônibus escrevendo sobre atividade física, e a repercussão me levou a escrever meu primeiro livro, “Como Vencer e Viver sem Sofrer”. Depois vieram “Como Correr sem Sofrer”, “Fujam para as Montanhas” (sobre a Uphill Marathon), o livro da São Silvestre e o recém-lançado “Como Emagrecer sem Sofrer”, com a nutricionista Valéria Loescke.

Você já fez 31 maratonas e agora busca as Six Majors. Como está essa busca?

Quem pratica esporte está sempre se desafiando. Já fiz Nova York, Berlim e Chicago, estou inscrito para Londres e faltam Tóquio e Boston — a mais difícil. Índice eu tenho, só falta idade (risos). Mas não é momento de me desgastar; vou com calma!

A São Silvestre é uma prova que qualquer corredor pode correr?

Qualquer corredor — iniciante, intermediário ou avançado. O iniciante estará seguro num ambiente onde todos têm o mesmo objetivo: cruzar os 15 km no pórtico da Avenida Paulista. É prova para todos os públicos, do adolescente ao idoso — inclusive há a São Silvestrinha, a corrida infantil.

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Sabine Weiler

Sabine Weiler

Jornalista (Time Runners)

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