“Eu corro para comer.”
Essa é uma ideia muito comum entre quem começa a treinar e até rende alguns “memes”.
Mas não dá pra tomar ao pé da letra.
Como assim?
A ideia de que, se você se exercita, pode comer qualquer coisa, sem se preocupar com a qualidade da alimentação.
Pelo contrário.
A verdade é que correr muda tudo. Inclusive nossa relação com a comida.
Mudando a mentalidade
A atleta olímpica Tatiele de Carvalho, por exemplo, só começou a evoluir de verdade quando entendeu isso.
“Antes, comia o que dava. Mas, quando passei a cuidar da alimentação como parte do treino, ganhei mais energia, menos lesões e muito mais rendimento.”
Tatiele afirma que para performar melhor, precisava comer com mais qualidade e mudar sua composição corporal.
Ela modificou sua relação com a comida.
Aos poucos, o corpo vai mostrando sinais.
Aquela pizza pesada no almoço atrapalha o treino da tarde. Um café da manhã equilibrado, por outro lado, faz seu treino fluir melhor.
E não precisa ser nada radical: a mudança vem mais de consciência do que de restrição.
Aprenda a ouvir o seu corpo (dentro e fora da corrida)
A corrida ajuda a escutar melhor o corpo, inclusive na hora de montar o prato.
Claro que contar com um nutricionista faz toda a diferença.
Um profissional vai ajustar sua alimentação conforme seus treinos, sua rotina e suas metas.
Mas, se isso não for viável no momento, comece pelo essencial: mais comida de verdade, menos produtos industrializados, hidratação em dia e atenção ao que o corpo pede.
Correr e comer não são opostos. São aliados. Quando bem combinados, tornam sua rotina mais leve, sua recuperação mais rápida e seus treinos mais potentes.
“O ato de comer é um comportamento, e, assim como qualquer outro comportamento, envolve uma motivação interna (fome, prazer, ansiedade, tristeza) e ou externa (aparência, cheiro ou social)”.
Como confirma o trecho da pesquisa acima, a motivação para comer determinado alimento podem ser diversas.
Ter qualidade de vida e correr bem, podem ser motivações importantes para nos alimentarmos de forma mais saudável.
Você alimenta bem sua mente ou apenas o corpo?
Nutrir a mente é tão importante quanto cuidar da qualidade dos alimentos que você consome.
Quem corre tem a chance de cuidar melhor de si, não só pelo físico, mas também na mente e “coração” (mental e emocional).
É uma relação de “ganha-ganha”.
Quem come melhor corre com mais energia.
E o corredor e corredora que alimenta bem a mente e suas emoções, curte mais a corrida e enxerga a vida com mais leveza.
Como anda sua relação com a “alimentação” da mente e das emoções?
A boa notícia é que a qualidade dos alimentos que você ingere, também contribui com sua saúde mental e emocional.
E a corrida te incentiva nessa direção.
Por isso que jamais canso de te lembrar: corrida, mais que um esporte, um estilo de vida!
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