Quando pensamos em corrida, logo vêm à mente treinos de resistência e velocidade. Mas um pilar frequentemente esquecido pode ser determinante para a prevenção de lesões e para a melhora do desempenho: a flexibilidade.
A corrida é um movimento cíclico e repetitivo, que exige equilíbrio entre força, mobilidade e estabilidade articular. A falta de flexibilidade pode limitar a amplitude de movimento, sobrecarregar estruturas como tendões e articulações, e predispor a lesões comuns, como a síndrome do trato iliotibial, tendinopatias e dores lombares.
Estudos mostram que a boa flexibilidade está associada à melhora da economia de corrida, já que permite movimentos mais eficientes e com menor gasto energético. Além disso, aumenta a capacidade de absorver impacto, reduzindo microtraumas nos tecidos moles.
Como incluir no treino?
• Alongamentos dinâmicos: ideais para o aquecimento, preparando músculos e articulações para a corrida.
• Exercícios de mobilidade articular: como rotações de quadril e tornozelo, que ampliam o movimento sem sobrecarga.
• Fortalecimento associado: a flexibilidade deve andar de mãos dadas com força, principalmente de glúteos, quadríceps e core, para garantir estabilidade durante a corrida.
• Alongamentos estáticos: recomendados no pós-treino, promovem relaxamento muscular e recuperação.
No mês em que celebramos o Dia do Fisioterapeuta (13/10), vale lembrar a importância desse profissional na orientação de exercícios específicos, individualizados e baseados em evidências. O fisioterapeuta tem papel essencial na integração entre flexibilidade e força, garantindo que cada corredor alcance seu melhor sem se lesionar.
Flexibilidade não é apenas sobre alongar: é sobre preparar o corpo para correr melhor, com mais eficiência e menos dor.

