Corrida, mais que um esporte

Corredor não é contorcionista, mas flexibilidade ajuda nos treinos e na vida

O que a jornada de Oprah ensina sobre correr e viver sem rigidez

Por: Gabriel Renaud Edição 54 - outubro 2025
Corredor não é contorcionista, mas flexibilidade ajuda nos treinos e na vida

Em 1987 a apresentadora Oprah Winfrey prometeu que ia correr uma maratona antes dos 40.
Na época, ela não corria com frequência e desejava ter mais saúde, transformando a promessa em objetivo: cruzar a linha de chegada da Marine Corps Marathon.

Anos depois, Oprah embarcou em um treinamento que durou 19 meses.

Tudo foi documentado por a equipe de seu programa de TV, que tinha milhões de espectadores, dando visibilidade e relatabilidade ao desafio de correr uma maratona para pessoas comuns.

Estamos falando de uma época que praticamente não existia rede social e era raro amadores correrem longas distâncias – especialmente figuras públicas, sem o perfil considerado atlético para época.

Isso também exigiu disciplina e flexibilidade fora dos treinos.

A Força da Adaptação em Meio ao Caos

A corrida de longa distância é uma boa mestra quando se trata de adaptação, e a vida de Oprah era o caos perfeito para esse treino.

Ser uma das mulheres mais ocupadas do mundo significava que ter um planejamento de treino rígido estava sempre ameaçado por gravações estendidas ou viagens de última hora.

O corredor rígido, inflexível, desiste quando o plano falha. A corredora flexível, como Oprah, se ajusta e entrega o melhor.

Em vez de abandonar o treino, ela o encaixava no dia seguinte, ou trocava uma sessão de velocidade por um treino tranquilo, tudo com orientação profissional.

Essa maleabilidade impediu que pequenos contratempos se transformassem em grandes desistências. Ela entendeu que o sucesso estava em sustentar o esforço, e não em seguir um manual genérico à risca.

Transformação: Dobrar Sem Quebrar

No dia da prova, em outubro de 1994, ao lado de milhares de outros corredores, a flexibilidade se tornou mais mental que física.

Quando a dor atinge o “muro” (quilômetro 30), o corpo e a mente imploram para parar. É ali que a capacidade de adaptar a percepção da realidade salva o corredor.

A autonegociação de “vou correr até aquele poste e depois posso diminuir” é um exemplo da resiliência.

Ao cruzar a linha de chegada em 4:29:20, Oprah celebrou mais do que uma corrida; ela validou uma transformação completa.

A frase icônica “É a melhor sensação que já tive. É melhor que um Emmy” resume tudo.
A flexibilidade permitiu a adaptação, a adaptação gerou a resiliência, e a resiliência culminou na transformação interior.

Seja no asfalto ou nos desafios diários, a força reside na flexibilidade para se adaptar ao “novo pace” que a vida exige em cada fase.

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Corrida, mais que um esporte, um estilo de vida!

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Gabriel Renaud

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Copywriter (Time Runners)

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