Corrida, mais que um esporte

Correr na Terra do Sr. Miyagi Virou Pesadelo

Por: Gabriel Renaud Edição 47 - março 2025
Correr na Terra do Sr. Miyagi Virou Pesadelo

Lucas corre desde adolescente e decidiu realizar dois sonhos em uma única viagem:

Conhecer a terra natal do lendário Sr. Miyagi (Okinawa) e correr uma maratona para celebrar seus 42 anos.

Sim, ele era fã da icônica franquia de filmes Karatê Kid, que teve recentemente uma série “derivada” na Netflix (Cobra Kai).

Desde pequeno, Lucas gostava de Karatê e era fã de Daniel e Sr Myagui. Já adulto, teve a ideia de cruzar a linha de chegada em Okinawa, na maratona de Naha.

Mas a viagem dos sonhos de Lucas estava prestes a tomar um rumo inesperado. Sem um planejamento adequado, ele embarcou em sua aventura, quase no escuro, já que tinha o hábito de agir no impulso.

Ao chegar em Okinawa, a realidade o atingiu como um soco na linha de cintura.

O choque cultural foi intenso: a barreira do idioma, os costumes diferentes e a falta de familiaridade com a cidade o deixaram perdido. O que deveria ser uma viagem emocionante, rapidamente se transformou em insegurança e frustração.

Naha, que ele tanto queria conhecer, não era nada como imaginava.

As imagens que guardava na memória do filme Karatê Kid, estavam bem distantes da realidade.

Não existia nenhum “tatame a céu aberto” ou tampouco danças típicas nas ruas.

Fora que o percurso da maratona era pedreira, com subidas íngremes e o clima estava quente. A organização da prova era boa, mas Lucas sentia falta do “calor humano” da torcida.

Já na largada ele se viu encaixotado, ao tentar encontrar um bom lugar, cercado por corredores experientes, que pareciam ter saído do tatame para o asfalto correr… atletas magros, fortes e concentrados.

Maratona é sempre uma emoção única, Lucas guarda com carinho esses 42,195 km, mesmo com alguns perrengues no percurso.

O Passeio por Okinawa

E o passeio pela ilha de Okinawa? Ah, esse foi a cereja do bolo da “viagem do trauma”!

Lucas se viu perdido em mapas, tentando entender o transporte público e se frustrando ao não conseguir aproveitar as belezas locais. O que deveria ser o ápice, se transformou em um teste de paciência.

Ele se sentia um peixe fora d’água, sem conseguir encontrar pontos que desejava. Um deles era a vila que o Sr. Miyagi viveu, que existia de fato, mas tinha um nome diferente do filme.

Lucas percebeu que, para resolver esses desafios, era essencial buscar apoio de uma agência de turismo especializada e confiável.

Pediu indicação para um amigo colunista da Runners Brasil, que passou o contato de uma agência referência em viagens de corrida para o Japão.

Com a ajuda desses profissionais, ele conseguiu recalcular a rota, garantindo momentos prazerosos, ao menos nos últimos dias.

Com transporte próprio, um guia confiável e um grupo de estrangeiros amigável, o pesadelo teve um pouco de sonho.

Assim, se você deseja correr a Maratona de Naha ou em qualquer outro lugar do mundo, lembre-se:

Planejamento e suporte de bons profissionais é sua melhor decisão!

Serve para vida, serve para corrida.

Por isso que repito sempre o nome dessa coluna: corrida, mais que um esporte, um estilo de vida. Ela nos ensina muito, em aspectos que vão além do pace.

Obs: a história do Lucas é fictícia e inspirada em casos reais de viagens de corredores que já tive contato.

Gabriel Renaud

Gabriel Renaud

Copywriter (Time Runners)

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