Q&A

Q&A com Junior Damiani

Por: Sabine Weiler Edição 50 - junho 2025
Q&A com Junior Damiani

Movimento. Transformação. Conexão. Superação.

Muito mais do que palavras, esses são os pilares de uma missão que Junior Damiani abraçou há mais de três décadas: mover pessoas através da corrida. Gaúcho, educador físico e idealizador da VOM – Viva o Movimento, Jr. Damiani é referência no Sul do Brasil por promover eventos onde a performance divide espaço com empatia, inclusão e alegria. Para ele, a corrida vai além do cronômetro: cria laços, constrói pontes e transforma pessoas e histórias. Foi com esse propósito que nasceu o Projeto de Inclusão Comunidade Runners, que destina parte das inscrições dos eventos para causas sociais — um compromisso com a comunidade e com as próximas gerações. Em entrevista à Runners Brasil, Jr. Damiani compartilha uma trajetória que começou quando correr era só correr — sem aplicativos, sem relógios inteligentes, sem redes sociais. Traz histórias de vidas que mudaram com a corrida e mostra como é possível unir esporte e causa social com propósito e compromisso real com as pessoas. Hoje, com mais de 420 eventos realizados, Jr. Damiani continua fazendo das ruas seu palco principal — e prova que o verdadeiro impacto da corrida não está no pace, mas no passo: aquele que inspira, acolhe e transforma. 

Sabine Weiler: Como a corrida entrou na sua vida?

Junior Damiani: Foi de uma forma muito bacana e inesperada. Eu trabalhava em uma academia, e o dono liderava um grupo de corrida. Foi por meio dele que tive meu primeiro contato com esse universo. Sou da época das Corridas dos Carteiros, na Orla do Guaíba, em Porto Alegre/RS — uma fase bem diferente do cenário atual. Sempre fui apaixonado por esportes, especialmente o voleibol, mas a estatura não me ajudava muito nesse caminho competitivo. Quando comecei a correr, percebi algo especial ali: era democrático, acessível e cheio de energia. Nos anos 90, quando um evento de corrida lotava, estávamos falando de 200, 300 pessoas. Ainda era algo muito de nicho, quase íntimo. Mas foi nessa simplicidade que eu me encontrei — e nunca mais parei. Já são 32 anos.

Sabine: Como foi começar a correr em um tempo sem assessorias, apps ou comunidades online?

Jr Damiani: Eu sou da época em que correr era literalmente só correr. Não existiam aplicativos, relógios inteligentes ou assessorias especializadas. Quando eu queria saber a distância que tinha percorrido, pegava o carro depois e media o trajeto — era divertido, na raça mesmo. Às vezes eu esquecia o percurso, errava o caminho e me atrapalhava todo, mas fazia parte da magia daquele tempo. A gente se conectava mais com o corpo, com o ambiente. Corria sem fone, sem GPS, sem meta cravada. Era só o prazer de estar ali, sentindo a rua, o vento, a liberdade. Claro que hoje, a tecnologia trouxe grandes ganhos, facilitou muito e permitiu que mais pessoas se apaixonassem pela corrida. Mas tem um charme especial lembrar de como tudo começou, de forma simples e verdadeira.

Sabine: Como surgiu a missão da VOM – Viva o Movimento? Em que ano ela nasceu e o que inspirou a escolha desse nome?

Jr Damiani: A verdade é que a VOM nasceu comigo — eu fui feito para mover as pessoas. Esse impulso sempre esteve dentro de mim. Mas oficialmente, a missão da VOM começou no ano 2000, quando organizei meu primeiro evento: uma descida de rafting aqui na região Sul do Brasil, com 32 pessoas. A partir daí, tudo fez sentido. Eu entendi que meu propósito era levar movimento para qualquer pessoa, em qualquer lugar, com segurança, significado e diversão. E assim nasceu a “Viva o Movimento” — mais do que uma frase, um chamado de vida. Porque movimento transforma, conecta e dá sentido à existência.

Sabine: Que valores você considera fundamentais em uma comunidade de corrida?

Jr Damiani: Para mim, uma comunidade de corrida precisa ser construída sobre pilares muito claros: amizade, sinceridade, hábitos saudáveis, compromisso e troca de conhecimento. Tudo isso com seriedade, mas sem nunca perder o principal ingrediente: a diversão. Porque, no fim das contas, se não for divertido, não faz sentido. Correr em grupo é compartilhar jornada, é crescer junto, é celebrar cada conquista com quem vibra por você. A comunidade precisa ser leve, acolhedora e verdadeira — como uma grande família em movimento.

Sabine: Por que você escolheu atuar como educador físico, como foco maior nas ruas?

Jr Damiani: Eu atuo em diversas áreas da educação física, mas as ruas sempre tiveram um significado especial para mim. Nunca me esqueço de um professor da graduação que disse: “Vocês têm que ser como o Batman. Ele não tem superpoderes, mas tem as ferramentas certas, é inteligente, estratégico.” Essa fala me marcou profundamente. Foi assim que construi minha atuação: buscando as ferramentas certas para mover as pessoas com inteligência, estratégia e propósito. Por muitos anos, tive um grupo de corrida e caminhada chamado “Walk and Run” — foi um tempo de muito aprendizado, trocas reais e realização. As ruas me ensinam todos os dias. É ali que a teoria encontra a prática, que o movimento ganha sentido e que a educação física acontece de verdade.

Sabine: Você fala que a corrida era, desde o início, vida e conexão. Que tipos de conexões ela já te proporcionou?
Jr Damiani: A corrida me levou a lugares que eu jamais imaginei estar. Ela me abriu portas que nem mesmo meu diploma abriria. Já entrei em salas, conheci pessoas e vivi experiências que só aconteceram porque a corrida me conectou com o mundo de forma genuína. Para mim, a corrida é potente, é rede, é oportunidade, é vida. Ela cria laços, constrói pontes e transforma histórias. Através dela, formei amizades, fechei parcerias, encontrei meu propósito e ajudei outros a encontrarem o deles também. Corrida é muito mais do que exercício — é conexão em movimento. Hoje, a corrida é minha essência. Ela representa tudo aquilo que eu acredito: movimento, transformação, conexão, superação. A corrida me ensinou que não se trata apenas de colocar um pé na frente do outro — é sobre levantar-se da cama nos dias difíceis, é sobre acreditar que é possível, é sobre persistir mesmo quando ninguém está olhando.

Ela me deu uma missão, um propósito. E, mais do que isso, me salvou. Foi com a corrida que venci um momento de depressão. Nos dias em que tudo parecia cinza, correr me dava cor. Me dava direção, ritmo, respiração. Me devolvia a alegria de viver.

Sabine: De onde veio a certeza de que seu lugar como educador físico seria nas ruas?
Jr Damiani: A certeza veio quando percebi o impacto real dos eventos que eu organizava. Estou indo para o meu evento de número 422, e cada um deles me mostrou algo profundo: a alegria que eu posso proporcionar às pessoas — direta ou indiretamente — através do movimento. Vi vidas sendo transformadas, momentos únicos sendo criados, famílias inteiras se unindo por causa de um evento que nasceu na rua, e tocou o coração das pessoas. Isso me completou. Foi aí que entendi: meu lugar é nas ruas, onde o movimento acontece de verdade e transforma o cotidiano em algo extraordinário.

Sabine: O que mudou no perfil dos corredores que participam dos seus eventos desde o início da VOM até hoje?
Jr Damiani: Muita coisa mudou. Muitos eventos, muitas corridas, e muitas opções também. Hoje o corredor está cercado de informação, de oportunidades — o que é ótimo, mas também traz riscos. A corrida de rua virou um grande negócio, e com isso surgiram muitas “empresas” não licenciadas, organizadores que não são da área, que não têm formação ou estrutura adequada. Tem gente que não paga impostos, não emite nota, não tem CNPJ, e isso é o mínimo que se espera de quem quer atuar com responsabilidade nesse meio. O perfil do corredor evoluiu, está mais exigente, mais conectado, mas também precisa estar mais atento. Nós, da VOM, prezamos sempre pela segurança, seriedade, legalidade e principalmente pela experiência. Cada evento é pensado com carinho, profissionalismo e muita dedicação — porque quem corre com a gente merece o melhor.                         

Sabine: Você acredita na transformação social que a corrida de rua é capaz de provocar. Prova disso é que 5% do valor das inscrições dos eventos da VOM é destinado ao Projeto de Inclusão Comunidade Runners. Conte mais sobre essa iniciativa.

Jr Damiani: A corrida de rua tem um poder transformador imenso. Imagine um homem, uma mulher, um pai ou uma mãe de família, até mesmo uma avó sedentária, desempregada, enfrentando um cenário de tristeza ou o início de uma depressão. Quando essa pessoa descobre a corrida, ela encontra um caminho de cura, de superação, de reconstrução. E o reflexo positivo disso atinge toda a família, todo o entorno. Além disso, um evento de corrida movimenta o mercado, gera renda, ativa uma cadeia de profissionais e empresas. Mas, acima de tudo, acredito que temos uma responsabilidade: usar essa força para devolver algo à sociedade. Por isso, criamos o Projeto de Inclusão Comunidade Runners, que destina parte das inscrições para iniciativas sociais. Faço questão de que os eventos da VOM sempre favoreçam à comunidade. Acredito que estamos aqui para deixar um legado, melhorar as próximas gerações — seja na minha rua, no meu bairro, na minha cidade, no meu estado ou no país. Espero que esse exemplo inspire outros organizadores a também devolverem mais do que retorno financeiro: que entreguem propósito, transformação e esperança.

Inclusive, estamos promovendo agora um evento solidário em parceria com a Clínica do Dr. Márcio Dornelles (médico do esporte), aqui em Gravataí/RS. A iniciativa nasceu de um desafio lançado pelo Darlan Souza ao próprio Dr. Márcio: realizar uma corrida acessível na cidade. O evento terá cerca de 400 participantes, todos com custo zero, recebendo camiseta e medalha, e a distância será de 5km — justamente para incentivar a participação de todos. Nosso objetivo é tirar as pessoas do sedentarismo e proporcionar uma experiência coletiva de saúde e acolhimento.

Sabine: E o projeto com os cadeirantes, o “Rosto ao Vento”?

Jr Damiani: O “Rosto ao Vento” ainda é um sonho que estou construindo. Ele representa um desejo profundo de tornar a corrida um espaço verdadeiramente inclusivo, onde todos possam sentir a liberdade do vento no rosto —independentemente de suas limitações físicas. A ideia é criar uma estrutura segura e acolhedora para que cadeirantes possam participar dos nossos eventos, conduzidos por corredores voluntários, em um gesto de conexão, empatia e amor ao movimento. Ainda não consegui realizar esse projeto, mas ele está vivo dentro de mim — e tenho certeza de que, quando acontecer, será um dos momentos mais emocionantes da minha trajetória. Porque a corrida precisa ser isso: um lugar para todos. E esse projeto é um lembrete de que o movimento também pode ser compartilhado com o coração.

Sabine: Você acredita que é possível participar de um grupo de corrida e correr apenas por prazer, sem se sentir pressionado a buscar performance ou bater metas?
Jr Damiani: Aí é que está o segredo. Um dos grandes segredos para permanecer na corrida é justamente não se prender a cobranças, metas ou resultados — mas sim correr pelo prazer, pela saúde, pelo bem-estar. Quando você corre de forma leve, se divertindo, cuidando do corpo e da mente, os ganhos são reais: físicos, psicológicos e emocionais. A performance tem seu valor, claro, mas ela é difícil de manter a longo prazo. Já o estilo de vida é duradouro. Correr deve ser como escovar os dentes: algo que você faz todos os dias, um pouco de cada vez, com constância e simplicidade. O prazer de correr precisa vir antes da obsessão por performance. E é isso que sustenta a paixão ao longo dos anos.

Sabine: Iniciativas como a “Corrida Solidária” mostram que é possível unir esporte e causa social. O que falta para isso ser mais comum?
Jr Damiani: O que falta é visibilidade — é a consciência por parte dos organizadores, das prefeituras, dos gestores públicos e privados de que o esporte pode sim, ser uma ferramenta poderosa de transformação social. O esporte muda realidades em todos os níveis sociais. É claro que qualquer decisão estratégica empresarial envolve escolhas, perdas e ganhos. Mas o ganho que se tem ao vincular um evento esportivo a uma causa social é intangível. É algo grandioso, valioso, que deixa legado. Precisamos que mais instituições e organizadores enxerguem esse potencial e entendam que promover o bem coletivo através da corrida não é só possível — é necessário. Que a “Corrida Solidária” e tantas outras iniciativas sirvam de exemplo para espalhar essa visão pelo país.

Sabine: Entre os muitos eventos que você realizou, quais mais te marcaram? Alguma história de vida, transformação pessoal ou momento inesquecível que nasceu ali?
Jr Damiani: Uma das histórias que mais me marcaram aconteceu em um evento de Stand Up Paddle (SUP). Eu estava lá com meus filhos, andando de SUP, quando o pai de uma colega da minha filha se aproximou e me disse: “Leva minha filha com você?” Olhei para ele e respondi: “Não. Eu não serei o herói da tua filha. Quem tem que ser é você.” Ele ficou surpreso. Era sedentário, estava acima do peso, não sabia nadar. Tinha várias barreiras que o impediam de viver aquele momento com a filha — de criar memórias afetivas reais em família. Expliquei para ele que, deixar de ser sedentário era um ganho coletivo, não só pessoal. Mostrei como eu andava com minha filha, dei algumas orientações básicas de segurança e encorajei ele a tentar. Caminhei ao lado dela, segurando o SUP, e ele fez o mesmo. E naquele dia, ele se transformou no herói da própria filha. Dois anos depois, encontrei esse mesmo pai em outro evento. Estava mais magro, disposto, com brilho nos olhos. Me agradeceu pela dica e contou que havia se tornado maratonista. Esse tipo de coisa não tem preço. É para isso que eu faço o que eu faço.

Sabine: Nos últimos anos, cresceram os grupos de corrida independentes e gratuitos pelo Brasil. Por que você acha que tanta gente tem buscado esse tipo de conexão nas ruas?

Jr Damiani: O crescimento desses grupos veio por vários fatores, mas principalmente as mídias sociais e os influenciadores ajudaram a popularizar a corrida. A pandemia também teve um papel marcante: ela fez com que muitas pessoas buscassem alternativas seguras para se manter ativas — e as ruas estavam ali, abertas, gratuitas, acessíveis 24 horas por dia, sete dias por semana. Correr passou a ser uma forma simples e democrática de cuidar do corpo e da mente. Você só precisa de um par de tênis para começar. Essa liberdade atraiu muita gente. Mas é sempre importante lembrar: mesmo sendo acessível, a corrida é uma prática séria e merece acompanhamento adequado. Procurar um profissional de educação física, devidamente registrado no CREF, é essencial e faz toda a diferença — tanto para a segurança quanto para os resultados, seja você um corredor de performance ou recreativo.

Sabine: Você já pensou em expandir a VOM para outros estados ou inspirar a criação de grupos autônomos com a mesma filosofia?

Jr Damiani: Sim, sempre pensei nisso — e continuo pensando. Mas também tenho meus cuidados. Gosto de manter os pés no chão, sem perder o plano nem a essência. A expansão precisa ser feita com responsabilidade, com propósito e sem pressa. A filosofia da VOM é muito mais do que organizar eventos: é sobre mover pessoas com significado, segurança e diversão. Se for para inspirar grupos autônomos a replicarem isso, que seja com compromisso, verdade e amor pelo que fazem. Porque crescer, sim. Mas sem perder as raízes.

Sabine: Que dica você pode dar a quem está começando a correr?

Jr Damiani: Comece simples, comece devagar — mas comece. O corpo precisa de tempo para se adaptar ao novo estímulo, então respeitar os limites é essencial. A ciência nos mostra que a regularidade é mais importante que a intensidade. Correr três vezes por semana, com leveza e constância, gera muito mais resultado do que tentar tudo em um único dia e parar na semana seguinte. A corrida não deve ser castigo — ela deve ser prazer. Transforme isso num hábito saudável. Você não precisa de relógio caro, de tênis de última geração ou de planilhas mirabolantes. Precisa de vontade, de dois pés no chão e de uma boa dose de paciência. E, acima de tudo, lembre-se: correr não é sobre ser o mais rápido, é sobre ser o mais feliz no caminho. Cuide da sua saúde, celebre cada conquista e, se possível, mova outras pessoas junto contigo. Porque correr é bom — mas correr junto, com propósito, é ainda melhor.

Sabine: Qual é o legado que você deseja deixar através da VOM e do seu trabalho como educador físico?

Jr Damiani: O legado que eu quero deixar vai muito além dos eventos, números ou medalhas. Quero que as pessoas lembrem que viver em movimento é um direito de todos — e que mover o corpo é também mover a alma, a mente, os sentimentos. Quero ser lembrado como alguém que ajudou pessoas comuns a viverem momentos extraordinários. Através da VOM, quero mostrar que é possível transformar uma rua em palco, uma corrida em abraço, uma linha de chegada em ponto de partida. Quero que as gerações que vierem entendam que saúde, bem-estar e alegria não são luxos — são prioridades que a gente deve cultivar todos os dias. Se eu puder inspirar alguém a sair do sedentarismo, vencer a depressão, mudar seus hábitos ou unir sua família através do esporte, já valeu tudo. O meu legado é esse: plantar movimento onde havia estagnação, e mostrar que o simples ato de correr pode mudar tudo.

Sabine: Qual a sua mensagem final?

Jr Damiani: Nunca duvide da força de um simples passo. Foi assim que comecei. E é assim que sigo — um passo de cada vez, com propósito, com paixão e com responsabilidade. A corrida me ensinou que o movimento vai muito além do corpo: ele alcança famílias, transforma vidas, muda histórias. Como educador físico, pai e organizador de eventos, vejo diariamente o poder que o esporte tem de unir gerações, curar dores silenciosas e criar memórias inesquecíveis. A gente não organiza apenas provas — a gente entrega experiências, desperta sorrisos, reconecta pais e filhos, inspira novos começos. Quero deixar aqui minha gratidão a todos os meus alunos desses 26 anos de caminhada. Agradeço aos professores e mestres que me ajudaram a construir esse olhar sensível e comprometido com a educação física. À equipe da VOM, que sonha e realiza comigo a cada evento. Aos patrocinadores, que acreditam no propósito antes do pódio. E a Deus, por me dar a missão e a energia de viver tudo isso. E, de forma muito especial, agradeço a cada cliente da VOM. Participar de um evento nosso é uma escolha — e, entre tantas opções por aí, ser escolhido nos torna distintos e profundamente gratos. Vocês são parte dessa história. Então, a mensagem que eu deixo é: Mova-se pela tua saúde, alegria, por quem você ama. O movimento é simples, mas o impacto é gigantesco. E se for para transformar o mundo, que seja correndo, sorrindo, ajudando. Viva o Movimento.

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Sabine Weiler

Sabine Weiler

Jornalista (Time Runners)

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