Novembro foi o mês escolhido para promoção da conscientização sobre o diagnóstico precoce e prevenção do câncer de próstata. Assim como a campanha do Outubro Rosa, direcionada à atenção ao câncer de mama, o Novembro Azul também vem ganhando bastante força em todas as áreas da saúde, inclusive na Odontologia. Durante a primeira semana de novembro também acontece a Semana Nacional de Prevenção ao Câncer de Boca. O câncer de boca tem como faixa etária de risco indivíduos com mais de 50 anos, onde mais de 75% dos acometidos por essa doença são homens. Logo, cabe aos profissionais da saúde se atentar e orientar os pacientes para o diagnóstico precoce destas doenças, para a busca de atitudes preventivas, para o planejamento de um tratamento de sucesso e a consequente diminuição da mortalidade.
Existem fatores relevantes na saúde geral do indivíduo que devem ser discutidos e avaliados, tais como: sobrepeso, sedentarismo, idade, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar. Muitos dos tratamentos para o câncer interferem no sistema imunológico do paciente, cujos feitos colaterais podem afetar dentes, gengiva e a mucosa oral de forma direta ou indireta. É bom lembrar que a boca é um local de fácil acesso a bactérias, vírus e infecções. Portanto, a Odontologia ganha maior importância no sentido de evitar complicações durante o período em que o sistema imune do paciente está mais vulnerável.
Já o esporte atua como uma das formas de prevenção, pois é um dos pilares de saúde física e mental. Todos nós corredores quando iniciamos a correr de forma mais organizada e disciplinada, com um grupo, com um treinador, com uma planilha e com objetivos, acabamos mudando hábitos de alimentação, de sono, de descanso. Também agregamos musculação e fisioterapia e, assim, acabamos por conhecer o universo multidisciplinar e saudável que envolve a corrida. Essas mudanças interferem na qualidade de vida e na saúde de forma muito positiva, com certeza.
Segundo Ministério da Saúde, o câncer de boca e de orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca, língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua. É o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados. O tabaco e o álcool são os principais fatores de risco, porém, outros fatores como a dieta pobre em frutas e vegetais, a infecção pelo vírus HPV e a exposição dos lábios ao sol, sem a devida proteção, também aumentam o risco. O câncer de boca e de orofaringe é passível de prevenção e diagnóstico precoce.
Os principais sinais são lesões (feridas ou úlceras) na cavidade oral ou nos lábios, que não cicatrizam por mais de 15 dias. Estas lesões podem apresentar sangramentos e aumentar de tamanho. Também, manchas ou placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, céu da boca ou bochechas, nódulos (caroços) nos lábios, boca ou pescoço e rouquidão persistente. Nos casos mais avançados observa-se dificuldade para mastigar, engolir ou para falar. Também sensação de que há algo preso na garganta, dificuldade para movimentar a língua perda de peso.
Fique atento a esses sinais e a qualquer mudança na coloração ou aspecto da sua boca. Se notar alguma anormalidade, procure um profissional de saúde para investigação diagnóstica, pois esses sinais podem ser causados também por outras doenças e não significa que você tenha, necessariamente, câncer.

